Por Ana Caroline Melo
Um leitura desconfortável, porém necessária, principalmente para nós: mulheres. Um livro que permanece atual e nos questiona até quando teremos controle sobre nossos próprios corpos.
Saber que a autora não o classifica como distopia, fez muito sentido pra mim. Mesmo as distopias, parecem uma realidade tão distante. Esse livro não trouxe esse sentimento. Senti uma realidade próxima, um terror de viver uma situação parecida com os horrores descritos por Offred e saber que coisas tão terríveis poderiam ser o novo cotidiano.
Por que tudo depende de quem detém o controle da narrativa.
E você, já leu? O que achou?

Margaret Atwood (1939–) é uma escritora, poeta e ensaísta canadense, reconhecida por sua vasta produção literária e por abordar temas como poder, gênero, política e liberdade. Publicado em 1985, O Conto da Aia é seu romance mais conhecido e se tornou um dos grandes clássicos da literatura distópica. Ambientada em Gilead, uma sociedade teocrática e autoritária que subjuga as mulheres e controla seus corpos e vidas, a obra acompanha Offred, uma Aia destinada à reprodução. Com uma narrativa marcada pela resistência, pela memória e pela perda da liberdade, Atwood constrói uma poderosa reflexão sobre opressão, fanatismo e os perigos do autoritarismo.